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José Saramago - Prémio Nobel Português de Literatura - 1998

PRÉMIO NOBEL de literatura



José Saramago (1922-2010)


Autobiografia

Nasci numa família de camponeses sem terra, em Azinhaga, uma pequena povoação situada na província do Ribatejo, (…). Meus pais chamavam-se José de Sousa e Maria da Piedade. José de Sousa teria sido também o meu nome se o funcionário do Registo Civil, por sua própria iniciativa, não lhe tivesse acrescentado a alcunha por que a família de meu pai era conhecida na aldeia: Saramago.

Saramago em criança
Fui bom aluno na escola primária: na segunda classe já escrevia sem erros de ortografia, e a terceira e quarta classe foram feitas em um só ano. Transitei depois para o liceu, onde permaneci dois anos, com notas excelentes no primeiro, bastante menos boas no segundo, mas estimado por colegas e professores, ao ponto de ser eleito (tinha então 12 anos…) tesoureiro da associação académica…

Como não tinha livros em casa (livros meus, comprados por mim, ainda que com dinheiro emprestado por um amigo, só os pude ter aos 19 anos), foram os livros escolares de Português, pelo seu carácter “antológico”, que me abriram as portas para a fruição literária: ainda hoje posso recitar poesias aprendidas naquela época distante.


Em consequência da censura exercida pelo Governo português sobre o romance O Evangelho segundo Jesus Cristo (1991), vetando a sua apresentação ao Prémio Literário Europeu sob pretexto de que o livro era ofensivo para os católicos, transferimos, minha mulher e eu, em fevereiro de 1993, a nossa residência para a ilha de Lanzarote, no arquipélago de Canárias. 


Em consequência da atribuição do Prémio Nobel a minha actividade pública viu-se incrementada. Viajei pelos cinco continentes, oferecendo conferências, recebendo graus académicos, participando em reuniões e congressos, tanto de carácter literário como social e político, mas, sobretudo, participei em acções reivindicativas da dignificação dos seres humanos e do cumprimento da Declaração dos Direitos Humanos pela consecução de uma sociedade mais justa, onde a pessoa seja prioridade absoluta, e não o comércio ou as lutas por um poder hegemónico, sempre destrutivas.
  
José Saramago discursando na Academia Sueca (1998)

      Curiosidade: José Saramago esclarece que “(...) saramago é uma planta herbácea espontânea, cujas folhas, naqueles tempos, em épocas de carência, serviam como alimento na cozinha dos pobres”.

Saramagos / Raphanus raphanistrum / Crucífera / Brassicáceas

   

Bibliografia
Romances
Terra do Pecado, 1947
Manual de Pintura e Caligrafia, 1977
Levantado do Chão, 1980
Memorial do Convento, 1982
O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984
A Jangada de Pedra, 1986
História do Cerco de Lisboa, 1989
O Evangelho Segundo Jesus Cristo, 1991
Ensaio Sobre a Cegueira, 1995
Todos os Nomes, 1997
A Caverna, 2000
O Homem Duplicado, 2002
Ensaio Sobre a Lucidez, 2004
As Intermitências da Morte, 2005
A Viagem do Elefante, 2008
Caim, 2009
Clarabóia, 2011
Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas, 2014

Crónicas
Deste Mundo e do Outro, 1971
A Bagagem do Viajante, 1973
As Opiniões que o DL Teve, 1974
Os Apontamentos, 1977

Peças teatrais
A Noite, 1979
Que Farei com Este Livro?, 1980
A Segunda Vida de Francisco de Assis, 1987
In Nomine Dei, 1993
Don Giovanni ou O Dissoluto Absolvido, 2005

Contos
Objecto Quase, 1978
Poética dos Cinco Sentidos - O Ouvido, 1979
O Conto da Ilha Desconhecida, 1997

Poesia
Os Poemas Possíveis, 1966
Provavelmente Alegria, 1970
O Ano de 1993, 1975

Diário e Memórias
Cadernos de Lanzarote (I-V), 1994
As Pequenas Memórias, 2006

Infantil
A Maior Flor do Mundo, 2001
O Silêncio da Água, 2011

Viagens
Viagem a Portugal, 1983


A Equipa Dinamizadora da Biblioteca

Egas Moniz - Prémio Nobel Português de Fisiologia ou Medicina - 1949

Prémio Nobel

 



António Egas Moniz


António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz (nasceu em Estarreja, Avanca, Vilarinho do Bairro, a 29 de novembro de 1874, falecendo em Lisboa, a 13 de dezembro de 1955) foi um médico, neurologista, investigador, professor, político e escritor português.
Responsável pela criação da leucotomia pré-frontal, foi galardoado, como resultado, com o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1949, partilhado com Walter Rudolf Hess.

António Egas Moniz foi proposto cinco vezes (1928, 1933, 1937, 1944 e 1949) para o Nobel de Fisiologia ou Medicina, sendo galardoado em 1949. A primeira delas acontece alguns meses depois de ter publicado o primeiro artigo sobre a encefalografia arterial e, subsequentemente, ter feito, no Hospital de Necker, em Paris, uma demonstração da técnica encefalográfica. Este imediatismo não era uma coisa absolutamente ridícula pois, na verdade, «a vontade de Alfred Nobel era precisamente a de galardoar trabalhos desenvolvidos no ano anterior ao da atribuição do Prémio».

A técnica desenvolvida por Egas Moniz, a operação ao cérebro denominada lobotomia, após forte controvérsia deixou de ser praticada na década de 1960. Familiares de pacientes que sofreram aquela intervenção cirúrgica exigiram que fosse anulada a atribuição do Prémio Nobel feita a Egas Moniz.

A Equipa Dinamizadora da Biblioteca

Mia Couto na Escola Básica e Secundária Tomás de Borba


             Na sexta-feira, dia 6 de maio de 2016, pelas 10h00, o já nosso conhecido jornalista e escritor terceirense Joel Neto entrevistou o biólogo e escritor moçambicano Mia Couto no Auditório António Dacosta, na Escola Básica e Secundária Tomás de Borba. Esta iniciativa, promovida pela Direção Regional de Educação, era dirigida a toda a comunidade escolar e foi transmitida em direto online, para toda a região autónoma. 


Escritores Mia Couto e Joel Neto
             Mia Couto disponibilizou-se a participar neste encontro e a responder também a questões colocadas pelos alunos do 3.º Ciclo e do Ensino Secundário das escolas dos Açores. 
             Assim, todos os alunos foram convidados a assistir e a formularem questões a Mia Couto sobre a sua vida e obra, para serem colocadas ao escritor moçambicano por Joel Neto.
              A Biblioteca Escolar organizou uma exposição sobre a vida e obra de Mia Couto e alguns dos livros escritos por este autor, que aqui se podem encontrar, e que podia contribuir para informar os alunos e ajudá-los na formulação das suas questões. 

Aluno questionando o escritor Mia Couto
            Após a entrevista realizada pelo jornalista escritor terceirense Joel Neto a Mia Couto, o escritor moçambicano e a sua comitiva visitaram com agrado a Biblioteca da nossa escola, tendo falado com professores, alunos e funcionários, mostrando interesse pela exposição, pelos livros, pelo trabalho desenvolvido e pelo quiosque onde os alunos efetuam o preenchimento do Formulário Estatístico. 
                Este acontecimento constituiu uma experiência única e enriquecedora, que muito contribuiu para o conhecimento deste autor da Língua Portuguesa e da sua obra.








A Equipa Dinamizadora da Biblioteca

BiblioExpo Mia Couto




        É já amanhã (dia 6 de maio, às 10h00) que vamos poder assistir, no Auditório António Dacosta da Escola Básica e Secundária Tomás de Borba, ao encontro em que Joel Neto, escritor e jornalista terceirense, vai entrevistar Mia Couto, figura maior das letras moçambicanas, que se encontra de visita à nossa ilha. O evento será transmitido em direto online, estando disponível em www.tv.azoresglobal.com para toda a região autónoma.




         A Biblioteca da nossa escola juntou-se ao acontecimento, organizado pela Direção Regional de Educação, e preparou uma exposição sobre a vida e obra do nosso distinto convidado, que poderás visitar, e onde poderás facilmente obter informações sobre este autor e sobre a sua abundante produção literária.
        Ainda estás a tempo de nos fazer uma visita! Esperamos por ti!





A Equipa Dinamizadora da Biblioteca.

Mia Couto na EBS Tomás de Borba


       Na próxima sexta-feira, dia 6 de maio de 2016, pelas 10h00, o já nosso conhecido jornalista e escritor terceirense Joel Neto entrevistará o biólogo e escritor moçambicano Mia Couto no Auditório António Dacosta, na Escola Básica e Secundária Tomás de Borba. Esta iniciativa, promovida pela Direção Regional de Educação, será dirigida a toda a comunidade escolar e transmitida em direto online, estando disponível em www.tv.azoresglobal.com para toda a região autónoma.



 Mia Couto disponibilizou-se a participar neste encontro onde se propõe responder também a questões colocadas pelos alunos do 3.º Ciclo e do Ensino Secundário das escolas dos Açores. Oportunamente será fornecida a informação relativa aos requisitos técnicos de cada escola para poder aceder online ao evento.
 Assim, todos os alunos são convidados a assistir e a formularem questões a Mia Couto sobre a sua vida e obra, que deverão ser enviadas até dia 3 de maio de 2016 para o endereço electrónico dre.prl@azores.gov.pt, devidamente identificadas com o nome e o ano de escolaridade dos seus autores. Todas as questões serão entregues ao escritor Joel Neto, que selecionará as perguntas e conduzirá a entrevista com Mia Couto. 
  Na mesma ocasião, serão entregues os prémios do Concurso de Poesia “Sou Artista”.




Mia Couto encontra-se, neste momento, a escrever o segundo romance da trilogia “As Areias do Imperador”, da editorial Caminho. O primeiro, Mulheres de Cinza, foi já publicado pela mesma editora em setembro de 2015. Esta trilogia debruça-se sobre os últimos dias do chamado Estado de Gaza, o segundo maior império em África dirigido por um africano. Ngungunyane (ou Gungunhana, como ficou conhecido pelos portugueses) foi o último dos imperadores que governou toda a metade sul do território de Moçambique. Derrotado em 1895 pelas forças portuguesas comandadas por Mouzinho de Albuquerque, o imperador Ngungunyane foi deportado para os Açores, onde esteve preso na Fortaleza de São João Baptista, em Angra do Heroísmo, e veio a morrer em 1906. E é também para seguir o rasto desta sua personagem aqui, na nossa ilha, que este autor moçambicano nos visita.




Na Biblioteca Escolar da nossa escola poderás encontrar uma exposição sobre a vida e obra de Mia Couto e alguns dos livros escritos por este autor, que abaixo apresentamos.





Visita-nos e informa-te, para melhor ficares a conhecer este autor e a sua obra, e para mais facilmente lhe poderes por as tuas questões.
Esperamos que aproveites esta oportunidade única e que faças um bom trabalho!

 A Equipa Dinamizadora da Biblioteca Escolar



Esta primavera temos mais Escritores na Escola


Este 3.º Período começou bem, na Escola Básica e Secundária Tomás de Borba: logo na primeira semana de aulas, de 6 a 13 de abril, tivemos a Semana das Artes.
Os Poetas: Mena Santos e Carlos Ramos

   A atividade “Escritores na Escola”, desta vez dedicada à Poesia, decorreu na Biblioteca Escolar, na sexta-feira, dia 8 de abril, das 11h35 às 12h45. Para este evento, foram convidados dois jovens poetas: Mena Santos, uma funcionária da nossa escola que desempenha as suas funções no bar e que publicou recentemente o seu primeiro livro de poemas intitulado Disse que te amava e menti; e Carlos Ramos, um aluno da nossa escola a frequentar, no presente ano letivo, o 12º Ano do Curso de Artes, cujo primeiro trabalho poético publicado se intitula Uma Vida Poeticamente Escrita. Ambos os livros já se encontram disponíveis na nossa Biblioteca, graças a gentis ofertas dos respetivos autores.

As obras

   Os alunos das turmas 3 e 4, do 8.º Ano, orientados pela professora Madalena Correia, disponibilizaram-se a participar nesta atividade, recolhendo dados sobre os poetas e elaborando as respetivas biografias, apresentadas durante a atividade, e preparando algumas questões para colocar aos poetas convidados. Também Diana Silva, aluna do Conservatório, se disponibilizou a colaborar neste evento, sob orientação do professor Lázaro Silva, abrindo a sessão com um trecho musical. Estiveram, ainda, presentes as alunas Maria Alice Ricarte e Rita Pereira da turma 2 do 6.º Ano, em representação da Rádio Escolar. 
                                                 









     Foram convidadas a assistir ao evento as turmas 5 dos 11.º e 12.º Anos, acompanhadas pelos respetivos professores. No entanto, apareceram também pessoas que quiseram assistir ao evento a título individual. Todos contribuíram para um ambiente agradável e caloroso, onde se desenvolveu um diálogo, primeiramente preparado, mas depois espontâneo, entre a assistência e poetas convidados, que pensamos ter sido enriquecedor para ambas as partes, e motivador no sentido de conduzir a novas experiências de escrita e, quem sabe, a novas publicações. Tudo em prol da poesia.









A equipa dinamizadora da Biblioteca agradece a todos os presentes.